domingo, 10 de julho de 2011

Não vou mais falar de amor.

De dor. De coração. De ilusão. Pensei com determinação.
Respirei fundo minha auto-suficiência.
Desejei sair a passos mudos mas doeu olhar pra trás e ver que nada mais ali era meu, nem seria.
Pensei em esquecer uma camisa, um livro ou uma fotografia antiga.
Pra não usar isso como subterfúgio pra voltar lá de novo, desisti.
No curto segundo que separava o fica comigo do ir embora pra sempre, corri até a mesma e rabisquei num papel desimportante:

" mas não tem revolta não, eu só quero que você se encontre
saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio,
a esperança é um dom que eu tenho em mim
não tem desespero não, você me ensinou milhões de coisas,
tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia,
certamente eu vou ser mais feliz."

Não olhei pra trás, apaguei a luz e tranquei a porta.


after you've gone - fiona apple ♪

10 comentários:

FOXX disse...

belo texto, parabéns!

Autor disse...

Lembrei de uma música do Kid Abelha, sei lá pq:

"Não vou mais falar de amor
De dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol
Do mar, da rua, da lua ou da solidão
Meu vício agora é a madrugada
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão..."

Latinha disse...

"...mas não tem revolta não, eu só quero que você se encontre saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio..."

É... tá ai uma verdade... ;-)
Belo texto, bela semana para ti!

Fernando Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fernando disse...

joga a chave fora. só por garantia.

Bell Bastos disse...

E queima a casa, pra ter certeza que nunca mais irá voltar.

marllon breno disse...

Pô ! Texto ótimo cara... congrats !

Rodrigo disse...

Achei de uma ternura...

Ro Fers disse...

Amor....
Que sentimento complicado, inexplicável...
Belo texto, bem bacana...
Forte abraço!

Ro Fers disse...

òtimo texto,
ótimas palavras...
Também já pensei em esquecer um objeto como pretexto para voltar, rever... porém achei melhor lutar contra os sentimentos, e esquecer de vez...
Abraços