
domingo, 7 de setembro de 2008
" Só se jogam pedras em árvores frutíferas" (Saadi)

sábado, 16 de agosto de 2008
( ! )
Se sexo não fosse uma coisa tão importante para mim, eu desistia de vez desse negócio de amor.
Pronto, é isso.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Vômito.
Mentira, na verdade estou zen.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Why so serious ?
pra ver: Batmam - O Cavalheiro das Trevas.
Antes vou logo deixar claro algumas considerações: eu não gosto de super-heróis, o meu preferido é e sempre vai ser o Chapolin Colorado, por mais que filmes novos apareçam cheios de efeitos mega-especiais, vou continuar sempre preferindo o Chapolin, e em outros tempos, também fui super-fã do Capitão América e dos Power Rangers, mas a paixão pelo carinha das anteninhas de vinil foi a única que permaneceu comigo até hoje.
Portanto, o fato de eu não gostar de super-heróis em geral, levaria a crer que eu jamais pisaria num cinema pra ver filmes desse tipo, e não pisaria mesmo, se não fosse pelo enorme poder de persuasão da Letícia, que conseguiu mover uma gama de gente pra esse programa de índio.
Por que pra mim, cinema sempre é programa de índio, independente do filme que esteja em cartaz, programas de verdade são aqueles que você saí sem ter hora pra voltar,vira madrugadas adentro e noites afora e etc...
Além de eu preferir esperar que os filmes cheguem nas locadoras pra eu assistir/pausar/voltar/rever no conforto da minha casa. :D
Pois bem, vamos falar do filme.
Eu cochilei váários trechos de tão empolgante que foi a película, e por culpa de quem? Dele, do Batman!
Why so serious, Batman? Os fãs dele que me desculpem, mas o Batman é um super-herói muito do chato.Ficou sério demais de uns tempos pra cá, acho que ele deveria assumir outra forma que não humana, pois de humano só a aparência mesmo. Diferente do Peter Parker, que passa por aflições parecidas com as nossas, meros mortais, e que deixa o filme do Homem Aranha engraçado e mais perto da nossa realidade, fazendo as criancinhas pensarem que qualquer
dia vão ser picadas por uma aranha e sair por aí com super poderes.
Já o Batman não, ele é ultra superior aos demais, blasé da cabeça aos pés.
E a batcaverna? Eu lembro que em tempos idos a batcaverna era a caverna do batman. Mas não, hoje ela fica situada na cobertura de um prédio, é uma construção tremendamente high-teck, tridimensional, futururística, não sei como dar nomenclaturas, mas é uma estrutura fodástica, de deixar o mais novo 007 babando de inveja.
E por que cargas d'água não tem Mulher Gato nos filmes do Batman? Ah, pois eu acho ela fundamental. Com a Michelle Pfeiffer no papel é claro, porque a Halle Barry (pelamordedeus, acabou com a personagem). Nada como a lambida da Michelle, pra fazer o Batman estremecer, deixando ele mais humano e menos sério!
O motivo de assistir o filme é: Heath Ledger como Coringa.

Espetacular. Era a hora em que eu realmente ficava vidraaaado na telona. Todas as aparições dele no filme merecem destaque, todas, todas, todas, dando ênfase na cena que ele faz um lápis desaparecer de maneira completamente insuspeitada, e a cena que ele se veste de enfermeira e explode o hospital, é de pular da poltrona.
O filme é cheio de cenas de ação muito boas e muito bem feitas, logo de cara, vem a sequência de um assalto ao banco que é espetacular também. Mas são muitas cenas dessa, que fica saturado depois, é uma explosão maior que a outra que você jura que é o clímax do filme, e que não pode acontecer mais nada além do desfecho, mas não, dá-se uma reviravolta tremenda e o filme
ainda continua, o que, sinceramente, me cansou.
Outra coisa, o filme é cheio de diálogos existencialistas-moralistas-filosóficos que, na minha modésta opinião, não deviam conter em filme de super-herói, ou então conter menos, beeeeeeeem menos.
Bom, eu podia falar aqui de milhaaaaaares de coisas que eu não gostei, mas pra isso eu tinha que contar o filme quase todo, mas eu não quero estragar o prazer de vocês em ver o filme, aliás, o desprazer.
O importante é que vocês não vão ver muita diferença do jeito de como o filme começa pra como ele termina. Gotham City fica quase a mesma coisa, tirando algumas tantas explões em quase três horas de filme.
E repetindo, o filme vale ser visto pela atuação brilhante de Heath Ledger, e somente.
O que salvou esta minha tarde foi a esticadona que a gente deu nos bares da vida, pra claro, não comentar do filme, que não merece nada mais do que um texto, até muito extenso, como esse.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
De quem parte para quem fica.
domingo, 13 de julho de 2008
O Confidente (ou simples objeto observador).

Olhos fundos e marcas de lençol nas bochechas, ela aparece, toda manhã, levemente mal humorada e sonolenta, realizando movimentos quase que em câmera lenta, entre dois ou três lamentos, dois ou três bocejos.Se dirige ao sanitário, mais por impulso, menos por coragem, e se queda ali, a mão esquerda apoiando a testa, pensando se é necessário um banho ou não, planejando o dia, pensando nele, como em cada minuto de cada novo dia: pensando nele. Ela não me disse mais nada sobre, mas eu conheço bem a expressão do seu rosto ao pensar nele.Talvez agora esteja planeando o percurso até a faculdade e vendo todas as possibilidades de cruzar com ele, mas não, ele dorme até mais tarde nas sexta, e assim ela decide prontamente. - Não preciso de banho. Levanta brusca do acento, lava brusca a cara, escova bruscamente os dentes, troca bruscamente a roupa, apaga brusca a luz,bate brusca a porta e sai, brusca.Não posso vê-la na rua, mas a imagino descomposta, cara de sono, bocejos. O andar torto, desengonçado, apressado e brusco.E durante a aula, provavelmente distraída e ainda sonolenta ela pensará no pênis do professor, pequeno e murcho, sem volume algum sob a calça, diferente do fulano ao lado, altivo e imponente, pernas abertas, grande proeminência sob o zíper. E se imaginou na cama com o professor, na cama com o fulano, na cama com os dois. Depois se deu conta de sua abstinência, que claro, faz ela passar horas pensando coisas assim. Espantou-as da cabeça, tentou em vão prestar atenção na aula do professor-pênis-murcho. E depois de trinta segundos ela pensava no pênis dele, e gostou de imaginá-lo também altivo e imponente e não quis espantar aquilo da cabeça. Ao meio dia ela se despe para mim, mostrando os fartos seios que ela tanto se orgulha, o abdome globoso na parte inferior que ela tanto odeia, se esquia vira de lado, vira de frente, vira de costas. Mãos na cintura, pés na ponta dos dedos, ela me mostra as nádegas também fartas porém flácidas e repete mais uma vez para si mesma que precisa urgentemente recorrer a uma academia. E pensou nele, saciando a fome naquelas carnes fartas e flácidas. Ducha rápida só para aliviar os calores, o do verão e o que exala de algum lugar profundo do corpo dela, muito mais difícil de ser aliviado. Aquele conhecido calor que faz ela pensar em outras coisas, ao invés da disciplina ministrada. Escova os dentes, agora não brusca, mas meticulosa, um a um, incisivos, caninos, molares e pré-molares. Senta na pia de pernas abertas para mim, examina o clítoris, o bem mais precioso dela e de toda mulher, suponho eu. E ao mexer nos grandes e pequenos lábios, novamente pensou nele. Rói e pinta as unhas em seguida, vermelho vivo, vermelho sangue. A casa vazia, ela desabafa. Se assume desacreditada em relação a ele, e auto-confiante em relação aos demais, e mostra-se indigna com a sua postura para os demais, quando os demais, não importam, é nele, é dele, é pra ele cada passo, cada movimento, cada nova fragância, cada roupa, cada peça íntima, cada gesto e cada rima. Anoitece. Banho, hidratante e óleos, desodorantes e perfumes, vestido, calcinha, sutiã não, unhas dos pés escarlates, vermelhas-vivas no salto 15, e ela tentou não pensar nele, passando a língua nelas e a deslizando devagar para lamber a parte interna das cochas. Olha bem pra mim e repete: eu sou linda,eu sou linda,eu sou linda. Ensaia beijos, olhares e poses, passa as mãos no cabelo, pega na bolsa o pouco de dinheiro que uma mulher como ela precisa para sair, embriagar-se, divertir e divertir-se, mãos no cabelo. Meia noite, acusa o relógio, ela espera uma nova proposta tocar a campainha e levá-la a bares,shows e talvez mais tarde cama redonda, espelho no teto. Blim-blom, um último olhar,o mais fatal. Desliga elegante a luz, fecha elegante a porta, e me deixa na escuridão, com os meus míseros um metro e meio de largura por dois de altura: pobre espelho confidente.
"Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim. Por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim (...) Mas na manhã seguinte, nem conta até vinte, se afasta de mim, pois já não vales nada, és página virada, descartada do meu folhetim."
quarta-feira, 14 de maio de 2008
O quereres.

